Tecnologias 3D

A voz de uma múmia de 3.000 anos trazida à vida por cientistas

A voz de uma múmia de 3.000 anos trazida à vida por cientistas


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O filme O Retorno da Múmia estava certo com sua previsão. Embora não se mova fisicamente, parte de uma múmia de 3.000 anos foi trazida de volta à vida: sua voz.

Uma equipe de pesquisadores usou impressão 3D e tecnologia de varredura corporal para recriar a voz de um antigo sacerdote egípcio, Nesyamun.

O estudo foi publicado na revista Relatórios Científicos na quinta feira.

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Trato vocal humano e sons

Nas últimas décadas, os pesquisadores puderam estudar como os tratos vocais de humanos vivos funcionam para falar, cantar ou até mesmo beatbox. Graças às novas tecnologias, como a ressonância magnética e a tomografia computadorizada (tomografias computadorizadas), os cientistas conseguiram examinar o assunto mais de perto.

Excelente .... indicação do que #tecnologia pode alcançar https://t.co/gsMuJukYs2

- D Prasanth Nair (@DPrasanthNair) 24 de janeiro de 2020

Foram criadas réplicas impressas em 3D de tratos vocais e partes específicas do corpo que permitem aos cientistas entender melhor as formas físicas usadas para criar som.

Uma dessas tecnologias é um "órgão do trato vocal" que pode reproduzir sons de vogais por meio de uma réplica impressa em 3D de uma laringe. Esse "órgão" chamou a atenção de John Schofield, um arqueólogo da Universidade de York, na Inglaterra, e coautor do estudo.

Mumificação e preservação

A mumificação permite que muitas estruturas corporais permaneçam intactas por milhares de anos. Esse foi o caso de Nesyamun, que foi sacerdote e escriba durante o reinado de Ramsés XI e que morreu na casa dos cinquenta.

Tomografias computadorizadas da laringe e garganta de Nesyamun foram realizadas por Schofield e sua equipe, onde descobriram que restou tecido cicatricial suficiente para medir as dimensões de suas vias aéreas da laringe aos lábios. A partir disso, eles também poderiam criar um modelo impresso em 3D de seu trato vocal.

A equipe acrescentou alguns detalhes à maquete digital do folheto para que acabassem produzindo sons a partir da maquete impressa. David Howard, co-autor do estudo e engenheiro eletrônico da Royal Holloway, University of London, disse que "um cilindro de acoplamento foi adicionado na extremidade da laringe para conectá-la a um alto-falante, que fornece o som da laringe".

Estamos prestes a contar a você uma história incrível. Um que temos mantido sob nosso chapéu por 7 anos inteiros.

É a história de como ouvimos a voz de nossa múmia egípcia Nesyamun pela primeira vez em mais de 3.000 anos.

⭐ SEGURE SEUS CHAPÉUS ⭐ pic.twitter.com/iLsJcN8Hl6

- Museus e Galerias de Leeds (@LeedsMuseums) 23 de janeiro de 2020

É preciso notar que a voz sintetizada da múmia não é sua voz real, é uma réplica que se aproxima o mais possível de sua voz original.

No entanto, os pesquisadores acreditam que sua simulação de voz pode ajudar a trazer a história "de volta à vida", especialmente para museus. "Quando os visitantes encontram o passado, geralmente é um encontro visual", disse Schofield. "Com esta voz, podemos mudar isso e tornar o encontro mais multidimensional."


Assista o vídeo: ATIVIDADE TEMATICA - EGIPTOLOGIA -. Sardarabad (Setembro 2022).


Comentários:

  1. Reade

    ideia muito engraçada

  2. Elton

    Eu acho que você cometeu um erro. Eu posso provar.

  3. Tomek

    Estou aqui por acaso, mas especialmente registrado para participar da discussão.

  4. Eginhard

    Na minha opinião você não está certo. tenho certeza. Eu posso defender a posição. Escreva para mim em PM, vamos discutir.



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