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A população mundial estará muito abaixo do previsto até 2100, afirma o estudo

A população mundial estará muito abaixo do previsto até 2100, afirma o estudo


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A grande maioria da população mundial encolherá até 2100, sugere um novo estudo publicado no Lanceta diário na terça.

Isso vai contra o que a ONU prevê, que prevê em torno 2 bilhões mais pessoas vagando pela Terra do que os novos projetos de estudo.

De acordo com a nova pesquisa, a Terra terá 8,8 bilhões habitantes em 2100.

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Uma nova ordem mundial

"O século 21 verá uma revolução na história de nossa civilização humana", disse o Dr. Richard Horton, editor-chefe da The Lancet. "A África e o mundo árabe moldarão nosso futuro, enquanto a Europa e a Ásia perderão sua influência."

"No final do século, o mundo será 'multipolar', com Índia, Nigéria, China e Estados Unidos como as potências dominantes. Este será realmente um novo mundo, para o qual devemos estar nos preparando hoje."

De acordo com o estudo, mais de 20 países verão suas populações cortadas pela metade - entre eles, Japão, Espanha, Itália, Tailândia, Coréia do Sul, Portugal e Polônia.

A população da China deve cair quase tanto, dos atuais 1,4 bilhão para 730 milhões em 2100.

A África Subsaariana vai saltar, no entanto. Só a Nigéria chegará a 800 milhões.

O principal autor do estudo, Christopher Murphy, observou que "a maioria dos países fora da África verá a redução da força de trabalho e a inversão das pirâmides populacionais, o que terá profundas consequências negativas para a economia".

O estudo insta os países de alta renda a se concentrarem em leis de imigração flexíveis e apoio social para as famílias se quiserem sustentar seus níveis populacionais e crescimento econômico.

Haverá quedas acentuadas na população em idade ativa em todo o mundo até então, com mais de um quarto da população acima de 65 anos em 2100. E aqueles com mais de 80 anos aumentarão de 150 milhões hoje para 866 milhões então.

“As sociedades vão lutar para crescer com menos trabalhadores e contribuintes”, observou Stein Emil Vollset, um dos autores do estudo.

Falando economicamente, mudanças também acontecerão. O PIB da Índia subirá para ficar em terceiro lugar, depois dos EUA e da China, seguido pela Nigéria. Japão, Alemanha, França e Reino Unido permanecerão entre as 10 maiores economias do mundo.

O Brasil cairá do oitavo para o 13º lugar, a Rússia do 10º para o 14º, e a Itália e a Espanha passarão do top 15 para o 25º e 28º, respectivamente.

"No final do século, o mundo será multipolar, com Índia, Nigéria, China e Estados Unidos como potências dominantes", disse Richard Horton, que descreveu o estudo como delineando "mudanças radicais no poder geopolítico".

Em última análise, Murray mencionou que "O crescimento populacional global contínuo ao longo do século não é mais a trajetória mais provável para a população mundial."


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